MANUTENÇÃO DE IMPLANTES DENTÁRIOS

“Quando fazer a manutenção de implantes dentários? Como higienizar? Precisa de revisão igual os dentes?”

Essas são as perguntas que eu mais escuto no consultório quando o assunto é a MANUTENÇÃO DE IMPLANTES DENTÁRIOS. A grande maioria das pessoas NÃO sabe que os implantes precisam de acompanhamento profissional após instalados. Muitos relatam que nunca ouviram falar sobre isso! (Ou talvez, não lembrem, né?)

Acreditem, essa é uma situação recorrente: muitos pacientes fazem o tratamento de reabilitação bucal com implantes dentários, mas não entendem ou não sabem o que fazer a partir de então. Isso pode gerar complicações nos implantes se não forem tomados certos cuidados!

O aumento da população com maior acesso à informação e maior poder aquisitivo provocou o crescimento do número de pacientes tratados com implantes. Proporcionalmente, cresceu também a quantidade de pessoas com problemas nos implantes.

Isso acontece, principalmente, pela falta de cuidados adequados nos implantes recebidos. De modo geral, os parafusos instalados funcionam como um dente natural, com raiz e coroa. Logo, precisam ser higienizados corretamente, assim como os dentes. Da mesma forma, os implantes também precisam de manutenção periódica – aí que começam as falhas!

Necessidade de manutenção de implantes dentários preventiva:

Todo paciente que opta pela instalação de um ou mais implantes deve fazer um acompanhamento odontológico para evitar complicações. Para isso, é fundamental que o dentista informe seu paciente sobre a importância de um exame clínico e manutenção periódicos após a colocação do implante.

No exame clínico, o profissional avalia a higiene bucal do paciente, o estado clínico da mucosa periimplantar (gengiva ao redor do implante) e as condições da prótese sobre implante.

Na maioria das vezes, é necessário fazer procedimentos preventivos nessa visitas de manutenção. De modo geral, fazemos orientação de escovação/fio dental, profilaxia, controle de placa bacteriana e raspagem supragengival. Além disso, podemos também fazer manutenção preventiva das próteses sobre implantes múltiplas, removendo-as para higienização das peças e componentes.

Prevenção de doenças periimplantares:

Durante as visitas de manutenção, podemos também diagnosticar precocemente qualquer problema com o implante. Assim, conseguiremos impedir que se instalem as doenças periimplantares(inflamações ao redor dos implantes).

Assim, poderemos prevenir, por exemplo, a instalação de uma mucosite periimplantar (inflamação superficial na gengiva que cerca o implante). Conseguiremos impedir também que esta se transforme em uma periimplantite (forma mais grave da doença periimplantar, acompanhada de perda óssea e retração da gengiva).

Dessa forma, poderemos evitar futuramente que o pior dos problemas aconteça – o paciente perder o implante por inflamação!

“Como saber se estou com um problema no implante?”

Quando o paciente não faz essa manutenção, ao menos, a cada 6 meses, podem começar a aparecer alguns sintomas. Isso significa que alguns problemas clínicos, inflamatórios ou infecciosos se desenvolveram, por falta de acompanhamento e higienização inadequada. Veja abaixo alguns sintomas que podem despertar o alerta de que há alguma coisa errada:

  • Sangramento: esse é o primeiro dos sinais que apontam para um possível problema – sangramento gengival nunca é “normal”, embora muitos pacientes não dão a devida importância quando vêem sangue na gengiva (“Ah, é normal.. Devo ter passado o fio dental com força..”);
  • Edema gengival (inchaço): quando acontece um processo inflamatório no local, a gengiva pode inchar e ficar com uma coloração avermelhado, demonstrando que existe um problema ali;
  • Mobilidade: o ideal é não haver qualquer mobilidade, mas em alguns casos, pode ser até a prótese folgada (a coroa pode ser parafusada ou cimentada no implante). Contudo, a mobilidade horizontal e/ou vertical pode ser um sinal de uma falha na osseointegração (fixação do implante ao osso);
  • Supuração (pus): A presença de pus não é um bom sinal – alto risco de uma lesão avançada já estar presente;
  • Retração gengival e exposição do metal abaixo da coroa: quando a gengiva ao redor do implante retrai, expondo uma parte metálica, pode ser sinal de perda óssea – indicador de que algo de errado já está acontecendo.

Conclusão

A manutenção preventiva periódica é essencial, principalmente, para manter os implantes higienizados e saudáveis. Além disso, também nos auxilia no diagnóstico precoce de problemas periimplantares.

Vale ressaltar que esses procedimentos preventivos devem ser realizados por um Periodontista ou pelo próprio profissional que começou o tratamento. Eles saberão exatamente o que fazer para prolongar a vida útil do seu tratamento com implantes!

Espero ter ajudado e tirado suas dúvidas sobre a manutenção de implantes dentários. Se ainda quiser fazer alguma pergunta, escreve aqui embaixo nos comentários e eu terei a maior satisfação em responder!

**PS: Se estiver procurando algum periodontista em Salvador (BA), deixarei aqui nesse LINK o meu WhatsApp, ok? 😉